Crônicas

A Serpente

          O relógio da igreja de Santo André do Morro Verde, permanecia em silêncio, mortal silêncio. O nobre instrumento pressentia um aterrador delito enquanto um homem se posicionava na margem escura da Rua Treze. Notava-se apenas seu vulto, fragmento da escuridão, um mosaico humano à espreita, a espera da presa. Quase todos dormiam… Continuar lendo A Serpente