Não ames o empíreo se amas alguém,
nem catives desejos que se consomem,
nem andes os passos que se detém,
nem fales palavras que só divertem.
Não encoraje o amor se não o podes viver,
nem desejes o que não se pode existir,
nem busques no universo sublime do bem,
o encantado amor no terno encanto de alguém.
Não rogues que o apaixonado cesse de amar,
nem tomes o que não podes cuidar,
pois afagos principiam o ardor,
da infinda ternura do eterno amor.
Não gostes se não podes deixar,
que flua nos olhos, o brilho assíduo de amar.